Esterilização, a minha história

“O meu nome é Horácio e hoje foi um dia especial para mim.

Fui até á TorresPet para ser submetido a uma orquiectomia, ou como muitos de vocês conhecem cirurgia de “castração” ou esterilização.

Esta intervenção protege-me de andar em disputas com outros gatos, de querer fugir e fazer xixi por toda a casa, de ter comportamentos menos amigáveis, e proteger-me de vir a ter cancro da próstata quando for mais velhinho.

O dia começou com a Dra. Alexandra, a Enf. Rita e o Dinis,

O Dinis toma conta de mim desde que eu era pequenino, é o meu humano preferido.

Entrámos no consultório para explicar ao Dinis o que me iam fazer e para terem a certeza que estava tudo bem comigo.

A Dra. Alexandra disse que me iam retirar um pouquinho de sangue para fazer algumas análises e que não ia doer nada. E sabem que mais? Não custou mesmo nada e foi muito rápido, uns segundos foram suficientes. Eu também me portei muito bem disseram elas, o que ajudou.

Depois iam testar o meu sangue para ver se eu teria algum problema interno que pudesse estar escondido e que não desse para ver com uma avaliação do meu exterior.

Os resultados demoraram 15 minutos, e estava tudo bem.

O Dinis e a Dra. Alexandra conversaram um bocado e ele ficou mais descansado antes de me deixar entregue nas mãos da Enf. Rita.

A Enf. Rita levou me para a sala de internamentos, onde me colocou numa jaulinha.

Tinha também uma mantinha quentinha, uma caixinha de areia e eu saí logo da transportadora e instalei-me.

A Dra. Alexandra mais tarde veio ter comigo e deu-me uma injeção que me deixou muito sonolento. Explicou-me que eu iria adormecer e que quando acordasse já estaria tudo bem e que no fim do dia iria embora com o Dinis. Também me disse que durante a cirurgia iria ser vigiado pela Enf. Rita e por um monitor.

Iam verificar a minha frequência e ritmo cardíaco, os níveis de oxigénio no meu sangue e a intensidade do meu pulso para ter a certeza que eu estava a respirar bem. E iam também dar me medicamento para as dores, assim quando acordasse não ia doer.

Parece que passou muito tempo, mas quando acordei já estava de volta na mantinha quentinha e estava cheio de fome.

A Enf. Rita apareceu mais tarde e perguntou-me se eu queria comer.

Claro que sim estava sem comer nada desde a noite anterior.  Comi, mas a Enf. Rita deu me pouco de cada vez. Explicou-me que tinha estado muito tempo sem comer e se comesse muito depressa poderia vomitar e ela não queria isso. Nem eu.

Ela perguntou se me doía alguma coisa e acreditam que não? Não me doía nada, sentia-me muito bem-disposto, comecei logo a perguntar pelo Dinis.

Ela disse-me que eu tinha um pequeno corte no local onde estavam os meus testículos, mas que era muito pequenino e ia sarar depressa, se eu me portasse bem e fizesse tudo o que me mandassem.

A Dra. Alexandra que tinha acabado de entrar para saber como eu estava disse que o Dinis tinha ligado, estava cheio de saudades minhas e que vinha buscar-me no fim do dia. Depois pediu-me para descansar mais um pouquinho, e assim fiz, ainda tinha algum sono é verdade.

Mais tarde quando o Dinis me veio buscar deram-me várias recomendações para que a minha recuperação não custasse nada e fosse o mais rápida possível.

  1. Manter-me em descanso mais uns dias, não correr nem saltar;
  2. A zona do corte pode ficar vermelha e inchada é normal se acontecer;
  3. Não posso lamber o corte nem coçar. Se acontecer devo ligar para a clínica que poderá surgir formas de me fazer parar, como usar um colar isabelino;
  4. Assegurar que como bem e o normal já amanhã;
  5. Ligar a dar novidades de como passei a noite e me sinto;
  6. Fazer a medicação recomendada até ao fim.

E assim aconteceu o dia da minha castração. No fim do dia estava de novo em casa, na minha mantinha no meu local preferido em todo o mundo, na cama do Dinis.

Obrigado a toda a equipa da TorresPet que me fez sentir especial, disseram que eu era o máximo e podia aparecer sempre que quisesse”

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